Somos o que comemos? Estudos no ramo da nutrição genética trazem revelações muito importantes. Veja


Muito se fala em nossos dias a respeito de “alimentação saudável”. Resumida e basicamente trata-se do maior consumo possível de alimentos orgânicos e balanceados e evitar ao máximo alimentos industrializados e ricos em açúcar.

A partir daí existe uma série de tipos de dietas que buscam a seu modo o ideal pela alimentação saudável, mas com determinadas características especiais que abarcam gostos e biotipos. É o caso, por exemplo, da dieta Low Carb (da qual voltaremos a falar aqui no blog).

Há uma questão, entretanto, que muitas das vezes é deixada de lado quando a questão da alimentação é abordada: nem sempre o problema está na ingestão do alimento, mas, sim, na sua dificuldade de absorção pelo organismo da pessoa em questão.

Ou seja, muitas vezes o nosso sistema gastro-intestinal não está pronto e não absorve os nutrientes necessários dos alimentos, mesmo que tenhamos uma alimentação rica em alimentos saudáveis e balanceada.

Por exemplo: há pessoas que sofrem com problemas no trato digestivo como dificuldade de evacuar, mesmo se alimentando saudavelmente. O que pode ocorrer é que a quantidade de bactérias boas para o funcionamento do intestino estarem em menor quantidade do que o necessário - como os lactobacilos, por exemplo.

É exatamente por isso nem sempre se pode dizer que as pessoas com algum problema físico decorrente de ausência de nutrientes são “culpadas” como numa espécie de “comeu, tem culpa”.

Há de ser concordar que existem atualmente dois extremos ruins: o de que nada faz mal, tudo pode e “vamos comer e ser feliz”, e o outro lado de que “tudo faz mal”, “sem leite, sem glúten, sem carboidrato, sem açúcar”, sem nada.

Ademais, há um ramo especial da medicina que vem crescendo nos últimos anos e tem se tornado importante para esclarecer muitos problemas e tendências ao desencadeamento de doenças genéticas - a nutrição genética - nutrigenética.

E do que se trata?

Conhecido no mundo inteiro, em 2001 foi realizado o Projeto Genoma Humano, responsável por decifrar o maior número possível de informações a respeito da constituição e funcionamento do genoma humano - genoma é o conjunto de todas as moléculas de DNA de um determinado ser vivo.

“O ser humano tem cerca de 25 mil genes. Abrigados nas células, eles contêm toda a informação necessária para a construção e a manutenção de um organismo vivo. Participam do processo que culmina na produção das proteínas, as quais, em última instância, são as responsáveis pelo controle de todo o nosso metabolismo”.

A questão crucial é que ”nossos genes podem ser “ligados” ou “desligados” em resposta a sinais específicos, entre eles a presença de nutrientes e outros compostos fornecidos pelos alimentos”.

Isso significa que a alimentação pode responder de maneira diferentes para cada organismo, em reflexo às características de sua própria genética. Trocando em miúdos: um alimento pode fazer muito bem para uma pessoa e não para outra.

Veja como esses estudos são importantes: eles dizem respeito a uma condição fundamental nossa, a alimentação, e pode responder a uma série de enigmas relacionados a diagnóstico e cura de doenças, além, é claro, da manutenção de uma vida saudável.

Segundo a Associação Brasileira de Nutrologia, a ABRAN, pesquisas realizadas nesta área apresentam alguns resultados que precisam ser levados em consideração no ramo da nutrologia:

1 – Os componentes da dieta comum atuam no genoma humano, direta ou indiretamente, alterando a expressão ou estrutura gênica.

2 – Sob certas circunstâncias, e em alguns indivíduos, a dieta pode ser um fator de risco sério para algumas doenças.

3 – Alguns genes regulados pela dieta (e suas variantes normais) provavelmente desempenham um papel no início, na incidência, na progressão e/ou na severidade de doenças crônicas.

4 – O grau pelo qual a dieta influencia o balanço entre os estados de saúde e a doença pode depender do componente genético individual.

5 – Intervenções dietéticas, baseadas no conhecimento do requerimento nutricional, do estado nutricional e do genótipo (isto é, nutrição individualizada), podem ser usadas para prevenir, atenuar ou curar doenças crônicas.

É consenso que unida à endocrinologia para acompanhar os níveis hormonais e do metabolismo, este é um conhecimento muito caro à qualquer especialidade médica e precisa ser levado em consideração nas análises clínicas.

Aproveite e agende a sua consulta deste mês com o Dr. Mário Lhano, endocrinologista e importante conhecedor no ramo da nutrologia médica.

Fonte:

http://abran.org.br/para-publico/a-nutrigenomica-a-nutrigenetica-e-a-epigenetica-como-meios-para-alcancar-o-potencial-da-nutricao-manter-a-saude-e-prevenir-doencas/

https://saude.abril.com.br/blog/alimente-se-com-ciencia/o-que-os-genes-tem-a-ver-com-a-nutricao/

#alimentação #lowcarb #projetogenoma #genética #saúdepreventiva

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