Osteoporose não é apenas doença de idoso, saiba o porquê.


Como médico, e posso apostar que meus colegas de profissão hão de concordar comigo, eu vejo que no nosso país existem alguns “mitos”, digamos assim, que são constantemente reproduzimos, mas não examinados com cautela.

Na pediatria, por exemplo, há muito deles: que toda febre é infecção, que leite materno sozinho “não sustenta”, que pode dar sopa e chá antes do 06 meses, e uma série deles que muitos pediatras hoje “sofrem” para explicar.

Vejam, eu não estou desvalorizando o conhecimento popular. É claro que não. Mas, muitas das vezes, as pessoas reproduzem informações que já foram estudadas novamente, comprovadas pela medicina, mas apenas não foram tão divulgadas quanto as primeiras que ganharam força com o tempo.

E isso acontece também na endocrinologia, minha especialidade do coração. E hoje eu vou falar um pouco para vocês sobre um desses mitos que pode esconder consigo um cuidado importante: a osteoporose, doença categorizada fundamentalmente como uma deterioração da integridade anatômica e estrutural do osso e de redução da massa óssea.

Geralmente, tem-se a ideia de que trata-se de uma doença de idoso, apenas. É também, mas não somente. Veja só, há três principais desencadeadores ou tipos da doença:

Pós-menopausa: que o nome já revela do que se trata;

Senil: quando atinge pessoas acima de 70 anos;

Secundária: neste caso, é quando atinge pessoas com doença renal, hepática, endócrina, hematológica ou que fazem uso crônico de medicamentos como corticóide, por exemplo.

Veja só: idosos é apenas um grupo principal que pode ser afetado pela doença. E há alguns hábitos que podem levar ao desenvolvimento da doença, ocasionando a perda óssea.

Estes são alguns deles: mau hábito alimentar com ingestão insuficiente de cálcio e vitamina D e exagero de café e álcool, tabagismo, hereditariedade e sedentarismo.

E, nem sempre, a pessoa doente sente dor. Ela pode descobrir apenas após uma queda ou fratura pela análise de um exame que identifica a fraqueza dos ossos.

Já o tratamento consiste na suplementação de cálcio, de vitamina D e, em alguns casos, medicamentos específicos.

Temos falado bastante no nosso blog sobre a importância da suplementação de vitaminas e de conhecer os níveis hormonais do nosso organismo para ajudar na prevenção de doenças e na manutenção de uma vida saudável.

Eu gosto muito de insistir nesse estilo de vida porque ele previne uma série de problemas maiores e mais graves, que depois precisam de um tratamento muito mais intenso.

E isso se aplica não apenas no caso da osteoporose, mas na grande maioria dos grupos das principais doenças ligadas aos hormônios e ao sistema endócrino.

Para finalizar o nosso assunto de hoje, vou deixar uma listinha breve de alguns alimentos que são ricos em cálcio e podem ajudar a evitar danos futuros (especialmente para pessoas que têm na família casos de osteoporose e para mulheres no período da menopausa):

  • Leite;

  • Iogurte;

  • Sardinha;

  • Espinafre;

  • Tofu

  • Castanha do Pará;

  • Feijão de soja cozido;

  • Folhas de Mostarda cozidas;

  • Quiabo cozido;

  • Ameixas secas;

  • Brócolis cozido

Além desses alimentos, é importante lembrar que tomar sol é a melhor fonte de vitamina D para o nosso organismo e, através dela, é feita a absorção de cálcio pelo intestino.

Caso precisa conversar comigo sobre alguma dúvida ou ajuda que precise, é só marcar uma consulta. Aqui no nosso site você encontra todas as informações que precisa.

Em breve volto para falar sobre bem-estar e vida saudável da maneira que você precisa e merece.

Até breve!

Fontes:

Faria, Paulo Cesar Zuccon de. Monografia Colágeno Hidrolisado. 2016, p.4.

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