Aceitar a alegria pode ser tão ou mais difícil que aceitar o sofrimento: e isso afeta a sua saúde.


Estamos muito habituados a ouvir dizer que precisamos aceitar os nossos sofrimentos e tristezas e encará-los ao invés de fugir deles. Isso é fato. Ocorre que muitas vezes o que acontece é exatamente o contrário: não sabemos lidar ou não aceitamos as alegrias.

Explicamos melhor: há um sistema teórico chamado Logoterapia criado pelo psiquiatra Viktor Emil Frankl que ficou mundialmente conhecido após o seu livro “Em busca de sentido” (Um psicólogo no campo de concentração - 1946). Basicamente, o dr. Frankl, observando as pessoas no campo de concentração nazista, afirma que "a Logoterapia é considerada e desenhada como terapia centrada no sentido. Vê o homem como um ser orientado para o sentido".

Daí o termo “logo” que vem do grego e tem como significado “sentido”.

O Dr Viktor explica que as pessoas que tinham um sentido de vida, um sentido último e superior a si mesmos, conseguiam resistir muito melhor e mais tempo do que aqueles que não tinham sentido nenhum.

A Logoterapia e Análise Existencial do Dr. Frankl vem com a proposta de uma escola psicoterápica que pretende superar o reducionismo e condicionamentos, contribuindo com uma visão do ser humano mais completa, de um ser livre e responsável, que constrói a sua história, que se posiciona diante dos condicionamentos biológicos, psicológicos e sociológicos. Traz uma teoria mais otimista e humanizadora. (Fonte).

E a partir desta teoria, ele propõe um tratamento baseado na análise existencial de cada indivíduo. Algo muito mais profundo e complexo do que teorias rasas da psicologia.

Aqueles que conseguiam aceitar o sofrimento que estavam vivendo por conta de um sentido na vida, suportavam. Toda uma linha de pensamento e tratamento psiquiátrico foi criado com base nessa tese do Dr. Viktor e se tornou conhecida no mundo inteiro.

Vejam: um médico preso num campo de concentração de guerra, onde só havia dor e sofrimento, conseguiu extrair dali uma teoria que depois ajudou milhares de pessoas.

E é importante a gente pensar que não é apenas o sofrimento que precisamos saber aceitar, mas também as alegrias. O psiquiatra contemporâneo Ítalo Marsili relata que em seu consultório recebe pacientes que não sabem lidar com os bons momentos da vida: parece que quando uma coisa boa acontece, a pessoa se revolta e passa a colocar defeitos naquele momento que poderia ser apenas bom. Simplesmente bom.

E se a gente parar para pensar, isso é mais comum do que imaginamos: quem é que não conhece alguém que se queixa de TUDO? Parece que NADA é bom, nunca. Ou mesmo nós conseguimos nos identificar em situações assim, quando sentimos um certo incômodo por vivenciar um bom momento como se, de alguma maneira, não merecêssemos aquilo.

Muitas das vezes, aceitar as alegrias da vida pode ser mais difícil do que aceitar as tristezas. Especialmente quando estamos numa atmosfera de insatisfação criada por nós mesmos.

E, como temos ressaltado muito aqui no nosso blog, nós sabemos bem que a situação da nossa mente e o nosso emocional, afeta diretamente a nossa saúde física. É, por exemplo, o caso da depressão, que pode, inclusive, se manifestar através de sintomas físicos gravíssimos.

Um grande remédio para a nossa vida cotidiana é saber “tomar as rédeas” na nossa existência. É claro que nós não podemos controlar os fatores e acontecimentos externos como uma doença, um acidente, um problema financeiro ou um momento de muita alegria e bonança, esses fatos podem acontecer independentemente da nossa vontade, mas o modo como eles nos atingem é que nós podemos controlar.

Essa é a diferença entre infância e maturidade: uma criança absorve tudo que chega até ela e, por isso mesmo, precisa da nossa ajuda para mediar a realidade. Nós, adultos, não precisamos ser assim. Podemos e temos condições de saber controlar as nossas emoções e encaminhá-las de acordo com nossos objetivos, princípios e, principalmente, com o sentido da nossa vida.

Este exercício diário, de aceitar as alegrias e as tristezas e saber lidar com o melhor delas, é uma condição fundamental para se viver uma vida feliz e saudável.

Afinal de contas, quando a mente está sã, o corpo tende também a estar.

Fonte:

http://www.logoterapia.com.br/logoterapia

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