Resumo geral sobre os tipos de diabetes e as suas características principais


Diabetes é um assunto recorrente para qualquer endocrinologista. Faz parte do núcleo

de doenças que estão abarcadas neste ramo da medicina.

É por isso que com bastante frequência eu trato a seu respeito aqui no blog. Uma pesquisa realizada no começo do ano passado apontou para um aumento de 61% dos casos da doença no Brasil. Ainda que tenham crescido também o número de ações e campanhas

de conscientização da gravidade da doença, ela não para de crescer.

E por quê?

Como em tudo nessa vida, a resposta não é simples, nem imediata, menos ainda uma só. São centenas de pesquisas realizadas no mundo inteiro para tentar compreender os principais fatores de riscos e causadores desta que é uma doença silenciosa, agressiva e que exige tratamento constante e diligente.

O meu intuito aqui, hoje, é esclarecer uma questão importante que toda e qualquer pessoa interessada em compreender, analisar ou mesmo saber o mínimo sobre a doença, precisa saber.

Quais são os tipos de diabetes? Se você fizer uma rápida busca na internet vai encontrar centenas, quiçá milhares, de explicações, resumos, impressões. São válidas, claro. Mas se eu puder dar uma sugestão para os meus pacientes e leitores, é: busque o máximo possível de referências de estudo e pesquisa. São, de modo geral, mais completas e menos fragmentadas.

Vou apresentar, portanto, os tipos de diabetes de acordo com o Cadernos de Atenção Básica do Governo Federal, de 2006, sobre Diabetes Mellitus - produzidos pelo Ministério

da Saúde e com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Diabetes é caracterizada pela elevação de glicose no sangue.

Os tipos de diabetes mais freqüentes são o diabetes tipo 1, anteriormente conhecido como diabetes juvenil, que compreende cerca de 10% do total de casos, e o diabetes tipo 2, anteriormente conhecido como diabetes do adulto, que compreende cerca de 90% do total de casos. Outro tipo de diabetes encontrado com maior freqüência e cuja etiologia ainda não está esclarecida é o diabetes gestacional, que, em geral, é um estágio pré-clínico de diabetes, detectado no rastreamento pré-natal. (os grifos são meus)

Essa é a caracterização que está no Caderno do Governo, mas eu recomendo a leitura na íntegra que a SBEM dá:

DIABETES TIPO 1 (DM 1) - Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta levando a deficiência de insulina [...] Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

O quadro clínico mais característico é de um início relativamente rápido (alguns dias até poucos meses) de sintomas como: sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento importante, cansaço e fraqueza. Se o tratamento não for realizado rapidamente, os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação para tratamento.

DIABETES TIPO 2 (DM 2) - Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos). Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas - sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros - podem demorar vários anos até se apresentarem. Se não reconhecido e tratado a tempo, também pode evoluir para um quadro grave de desidratação e coma .

Ao contrário do Diabetes Tipo 1, há geralmente associação com aumento de peso e obesidade, acometendo principalmente adultos a partir dos 50 anos. Contudo, observa-se, cada vez mais, o desenvolvimento do quadro em adultos jovens e até crianças. Isso se deve, principalmente, pelo aumento do consumo de gorduras e carboidratos aliados à falta de atividade física. Assim, o endocrinologista tem, mais do que qualquer outro especialista, a chance de diagnosticar o diabetes em sua fase inicial, haja visto a grande quantidade de pacientes que procuram este profissional por problemas de obesidade. (Os grifos são meus).

Há, ainda, o gestacional. Pode ou não ser transitório e, por isso, após o parto a mãe deve continuar fazendo acompanhamento médico.

Quem é diabético, além do acompanhamento, precisa fazer a medição diariamente, ainda que “esteja se sentindo bem”. Eu vejo pessoas que ficam reféns da doença, o que não é necessário. É perfeitamente possível conviver sem maiores problemas, com dieta adequada, exercícios, acompanhamento médico e tranquilidade.

Se é verdade que as taxas da doença estão crescendo, os meios para tratá-la e as chances de conseguir viver em paz, também.

Conte comigo e se você tem alguma dúvida se pode ou não ter desenvolvido a doença, procure um médico.

Até breve!

Fonte:

https://www.endocrino.org.br/o-que-e-diabetes/

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.PDF

Dr. Mário Lhano

Endocrinologista e Metabologista CRM 101515, atende há mais de 10 anos e é especialista em dieta vegetariana.

Instagram: @dr.mariolhano

#diabetes #diabeticos

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