Todo ano a mesma coisa: porque, infelizmente, o álcool ainda é um problema desta época.


É a causa que mais mata, no mundo, jovens entre 15 e 24 anos de idade. É um problema sério que levou o Departamento Científico da Adolescência, da Sociedade Brasileira de Pediatria, a desenvolver um Manual de Orientação - Bebidas alcoólicas são PREJUDICIAIS à saúde da criança e do adolescente - no ano passado.

E veja o dado importantíssimo que o documento traz logo nas suas primeiras linhas:

Nas últimas décadas, os padrões de morbimortalidade sofreram modificações profundas, sendo que a predominância das mortes deixou de ser ocasionada por doenças infectocontagiosas para ser decorrente de doenças ligadas às mudanças no estilo de vida.

Esse processo é conhecido como transição epidemiológica e afeta todos os países. Entre os comportamentos prejudiciais à saúde, destaca-se o consumo de álcool, por ser um dos mais prevalentes

na população, inclusive entre crianças e adolescentes.

Se anos atrás o que mais matava no mundo eram doenças contagiosas, das quais as pessoas não tinham nenhum controle, hoje são as que podem ser preteridas, mas são preferidas - por hábitos que fazem mal.

Como é que poderemos ser vistos daqui a 200 anos? Como a geração que tinha em mãos avanços tecnológicos, acesso a todos os tipos de alimentação e uma infinidade de possibilidades na vida, mas que escolhia por si só modos nocivos a si mesma?

Quando estamos perto da situação pode parecer exagero, mas se nos afastarmos um pouco veremos que pode ser mesmo bem assim.

Os dados gerais da Organização Mundial da Saúde (de 2014) também revelam uma realidade crescente: o consumo excessivo de álcool é responsável por 2,5 milhões de mortes no mundo, por ano. Maior do que os índices de morte por Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e tuberculose.

Isso porque esses dados não levam em consideração as mortes indiretas, como as causadas por acidente de carro por pessoas alcoolizadas, por exemplo.

São índices que preocupam e que demonstram como o consumo de álcool tem se tornado cada vez maior e mais irresponsável, principalmente entre adolescentes - quanto mais precoce o início do uso, maior o risco de consequências a curto, médio e longo prazo.

É por isso que nesta época do ano nós trazemos essa reflexão a todos os que nos acompanham, seja no consultório, no blog, nas redes sociais, na vida: você já parou para prestar atenção como os supermercados, neste período, aumentam os estoques de bebidas alcóolicas? É uma onda quase imperceptível que passa por nós arrancando de nós mesmos o nosso próprio controle.

Se cada pessoa diminuir pelo menos 20% do que consumiria neste final de ano, uma parcela inteira da população vai experimentar um cuidado especial consigo mesmo e com

o próximo.

Vamos nessa? É possível criar uma atmosfera de controle e harmonia e ela pode começar por você, na sua família.

Que 2019 seja para todos nós um ano de alegrias, realizações e superação.

Fonte:

http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/02/N-ManOrient-Alcoolismo.pdf

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