Porque o consumo de frango pode NÃO ser um aliado na batalha por uma alimentação saudável

“Um franguinho e uma saladinha para o almoço, e pronto, ótimo”.

Essa ideia é quase que um “mantra” para quem está em busca de uma dieta saudável e longe alimentos considerados como “gordurosos”, mas, nem sempre, esses preceitos amplamente divulgados e reproduzidos estão de acordo com dados científicos e médicos.

Este é o caso do consumo de frango, por exemplo.

Dados de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), apontam que 72% dos brasileiros acreditam piamente que consomem frango com altos índices de hormônio artificial.

Porém, o que revelam muitos especialistas, o problema na produção dos grandes frigoríficos hoje não são os hormônios, mas, sim, o uso de antibióticos.

A ANVISA e os demais órgãos reguladores de vigilância sanitária, impõe limites para o uso de certos medicamentos, mas especialistas alertam para o fato de que há ainda um excedente destes compostos que são comumente aplicados nas aves quando estão em período de maturação para o abate.

Segundo a ONG Consumers International, “A resistência aos antibióticos está se desenvolvendo e se espalhando a uma velocidade que não pode ser contida (...) Se não forem tomadas medidas urgentes para reduzir o consumo global de antibióticos, podemos enfrentar um regresso a uma era na qual as infecções simples podem matar".

E, para uma nutricionista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o problema maior não está no fato em si de injetar medicamentos nas aves, que segundo produtores e alguns centros de pesquisa, são quantidades permitidas por lei e que são expelidas pelo animal, mas, sim, na ausência de fiscalização e pesquisa para saber se as quantidades aplicadas estão mesmo atendendo os limites impostos e mais investimento em pesquisa para garantir que mesmo quantidade mínimas não sejam prejudiciais à saúde a longo prazo.

Além disso, muitos consumidores e, especialmente médicos, ainda levantam questões básicas que colocam “em xeque” a credibilidade das informações a respeito da ausência de hormônios na carne de frango.

E aí algumas perguntas são recorrentes entre os consumidores:

  • Se não há injeção de hormônio, como os frangos crescem tão rapidamente?

  • Por que o sabor do frango industrializado e do orgânico são nitidamente diferentes?

  • Como seria possível manter granjas e mais granjas para o abate e produção de frango sem utilizar medicamentos que garantem a não contaminação de doenças?

  • Porque é que não se estuda mais a fundo a questão dos riscos a longo prazo que o consumo de frango industrializado pode causar à nossa saúde.

  • Queixas de mães e pais que procuram ajuda médica quando os filhos começam a desenvolver fisicamente alguma anomalia ligada à produção de hormônio (como meninos com seios grandes ou meninas com pêlos, por exemplo), serão feitas em vão, sem investigação científica?

Estas e outras questões que permeiam a mente de tantos brasileiros nos fazem chegar a uma conclusão comum: é direito de todos os consumidores saber exatamente o que coloca na mesa da sua casa e o que a sua família consome todos os dias.

Foi assim, como um apelo da sociedade civil que a “lei do rótulo” (Lei 13,305/2016) foi aprovada, por exemplo, por conta das tristes consequências que pessoas alérgicas a determinados alimentos sofriam simplesmente por não saber o que consumiam.

Quem mantém as indústrias somos nós, consumidores. Portanto, nada mais justo e natural que tenhamos pleno conhecimento sobre o que exatamente damos aos nossos filhos.

É por isso que alimentos orgânicos têm ganhado cada vez mais espaço, falta ainda eles alcançarem valores acessíveis sobre os quais seja possível atender a grande maioria da população.

Afinal de contas, alimentação saudável não é apenas comer pouco ou excluir totalmente alguns alimentos, mas, acima de tudo, saber o que se come e quais os benefícios e malefícios que cada alimento pode oferecer.

É com conhecimento que se faz escolhas.

Fonte:

https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/antibiotico-nao-hormonio-o-maior-risco-em-carnes-frangos-13551827#ixzz59gTGnTph

#frango #alimentação #hormônios #saúde #saúdepreventiva #endocrinologia #alimentos

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