Prevenir a remediar nunca foi tão importante: veja aqui dicas médicas de como prevenir o desenvolvim

Recebo, com frequência, pacientes diabéticos aqui no consultório precisando tratar adequadamente a doença. E é perfeitamente natural que seja frequentemente, porque aproximadamente 12 milhões de brasileiros têm diabetes segundo dados do último censo realizado pelo IBGE.

Ocorre, porém, que a estimativa é que cerca da metade dessas pessoas não sabem que possuem a doença o que pode levar a descobrir tardiamente e prejudicar o tratamento.

Por isso, separei algumas dicas para ajudar você e sua família a prevenir o diabetes que cresce no nosso país e que pode trazer complicações muito significativas na qualidade de vida de crianças, jovens e idosos.

Lembro, em primeiro lugar, que existem dois tipos da doença:

DIABETES TIPO 1 - é quando ocorre a ausência da produção de insulina no organismo, o hormônio que controla a glicose no sangue. O fator predominante de risco é genético;

DIABETES TIPO 2 - é quando a insulina é produzida, mas o organismo não absorve o hormônio para regular os níveis de glicose. Neste caso, existem dois principais fatores que aumentam os riscos: fatores genéticos e fatores ambientais, externos: alimentação, hábitos de vida, obesidade, dentre outros.

Não necessariamente uma pessoa que tem histórico na família desenvolverá a doença e uma que não tem não desenvolverá. Não é uma regra matemática absoluta, é uma tendência, uma probabilidade maior.

“O diabetes tipo 2 está muito relacionado à obesidade. A gordura que se acumula no abdômen promove inflamação e obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para que a glicose entre nas células”.

Celso Cukier, médico nutrólogo do Hospital Albert Einstein.

De qualquer maneira, é cientificamente provado que alguns hábitos ajudam a diminuir os riscos de desencadeamento da doença ao longo da vida e, certamente, quanto mais pessoas souberem disso, maior será a prevenção geral de diabetes no nosso país.

Então vamos às dicas:

1 - Fazer exames regularmente - existe um diagnóstico, que poucos conhecem, chamado “pré-diabetes”. Trata-se dos casos em que a pessoa tem certa diminuição da tolerância à glicose ou quando está de jejum e a glicose altera muito. Nestes casos, fica mais fácil avaliar de perto as alterações hormonais e controlar os níveis de glicose antes do desenvolvimento efetivo da doença;

2 - Supervisionar outros problemas de saúde que podem acarretar diabetes, como, por exemplo, nos casos de colesterol alto, taxa de triglicérides alteradas e doença renal crônica;

3 - Perder a barriguinha: sim, é verdade. Como explica Carlos Alberto Machado, então diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, “essa gordura obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para que a glicose consiga entrar nas células. Esse excesso estimula uma série de mudanças no metabolismo, como aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol no sangue”.

4 - Dormir bem: um estudo realizado em 2012 pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, apontou que dormir pouco e mal pode acarretar problemas como diabetes porque o organismo não se recupera e diminui o metabolismo. Você tem acompanhado aqui o blog da Alpha Saúde e certamente já viu que insistimos nesta questão do sono: é primordial para o bom funcionamento do nosso corpo que ele esteja devidamente descansado e que o sono seja de qualidade. Em breve voltarei a escrever sobre;

5 - Mantenha uma rotina médica para analisar as produções hormonais: mulheres com síndrome do ovário policístico tem tendência maior para a diabetes, também. Pode até parecer, num primeiro momento, que haja certo “exagero”, como se qualquer problema de saúde gerasse diabetes. Mas, pensando por outro lado, é fácil entender que nosso corpo é conectado e que todas as funções conversam entre si. Quando há uma anomalia significativa, muito provavelmente ela vai afetar outras partes, é intuitivo pensarmos assim.

Além dessas, sabemos bem que alimentação saudável e exercícios físicos são importantes não apenas no caso de prevenção de diabetes, mas de inúmeras doenças, inclusive, doenças neurológicas.

E o são ainda mais especialmente quando tratamos de hormônios, os grandes responsáveis por uma série de funções, dentre elas a sensação de bem-estar.

Como você bem deve saber e ter percebido, a endocrinologia é uma grande paixão e eu estou sempre disposto a fazer o necessário para que meus pacientes sempre bem informados.

Por isso, pode esperar por mais textos meus que aparecerão por aqui: conte comigo e com a Alpha Saúde para o que você a sua saúde precisarem.

Fonte:

BRASIL. Ministério da Saúde. IDB BRASIL - Indicadores e Dados Básicos. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2007/matriz.htm, acesso em 14 março 2018.

Wendt, Guilherme (2009) - Equipe Sis Saúde

http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/fatores-de-risco acesso em 14 março

2018.

https://veja.abril.com.br/saude/conheca-12-formas-de-evitar-o-diabetes/ acesso em 14 março 2018.

Dr. Mário Lhano - Endocrinologista e Metabologista CRM 101515, atende há mais de 10 anos e é especialista em dieta vegetariana.

Instagram: @dr.mariolhano

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